segunda-feira, 15 de agosto de 2011

15/08/2011

Sempre pensativo, continuava seus dias
Longos dias.

Ainda que exasperado,
Ele continuava.

Seguia lentamente,
Como se pisasse em ovos.

Procurava, de alguma forma,
Recuperar aquilo perdido.

Mas ele não se encontrava!

(Bruno Campelo - 15/08/2011)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pluvial

Naquele jovem surgiam rugas e cabelos brancos

Causados por todas aquelas mudanças:

De cidade, de conforto,

De objetivos, de vontades,

De bondades e maldades.

Mudança de costumes, companhias,

Homens, mulheres, crianças,

Senhoras e senhores.

Amores, medos,

Amores, sonhos,

Amores, segredos,

Amores, proponho.

Proponho risos, suspiros aliviados,

Gritos apaixonados, lágrimas daquela saudade gostosa!

E, para aquele jovem,

Proponho sair da frente do espelho

E ouvir a chuva lá fora.

(Bruno Campelo - 09/08/11)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Valores?

Olhei no espelho e vi

Lá no cantinho dos meus olhos

Que ainda resta um "quê"

De "você não vale nada"!

Fiquei pensativo por uns instantes

Mas, no fim das contas,

Até gostei do que vi.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

02/08/2011

São músicas, falas, textos que leio!

Tão estranha minha posição vista de fora,

Por fora.

Tudo me parece estranho.

Ainda que um inefável estranho

Me tome em seus braços

Dizendo belas palavras que,

Confesso,

Lampejam minhas entranhas

De forma tal a inquietar-me

O pensamento por infinitas horas.

Me fazendo perder a tramontana,

Mas redirecionando e reativando

Aquilo em mim perdido.

Arrebatado de qualquer medo

Enfrento uma realidade

A qual, avigorado,

Anseio transformação.




E estamos juntos.

(Bruno Campelo - 02/08/2011)

terça-feira, 26 de julho de 2011

26/07/2011

E, aos prantos,

Com o copo na mão trêmula,

Eu me negava a dizer!

Não por medo,

Não por vergonha,

Mas pela dor que aquilo me causava.

Era a primeira vez que me sentia assim,

Vulnerável.

Totalmente entregue ao que a vida me tinha escolhido

Sem perguntar se me era de boa vontade.


(Bruno Campelo)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Anti-horário

Tempo por tempo
Tenho meu tempo!

Meu tempo que se confunde
No tempo que nosso tempo
Se concretiza!

Meu tempo é seu tempo.

Meu tempo não é seu tempo.

Mas meu tempo, curto tempo,
É o tempo que tenho.

É o tempo que me dá tempo
Pra viver num tempo
Que nem o tempo imagina.

E mesmo que eu tema o tempo,
Que merda essa palavra...

"tempo"

(Bruno Campelo - 21/07/2011)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A quem eu quero

E me aparece assim,
De repente,
Como quem não quer nada!
Sentidos imersos em um turbilhão de pensamentos e desejos
Que se apropriam do corpo
Sem julgar certo e errado,
Apenas sendo
[e querendo fazer...
De forma tal que amedronta
Mas instiga uma força estranha
Quente
Deliciosa
No fervor do sangue, do pensamento
E do sentimento
Que não sabe o que se é!

(Bruno Campelo - 14/07/2011)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dias

Um daqueles dias em que acordamos já esperando o amanhã.
Um daqueles dias em que perdemos o sentido de algumas coisas.
Que tomamos um chá atrás do outro.
Chá verde,
De camomila,
De cadeira,
De pensamentos.
Um daqueles dias em que a realidade nos derruba, pra machucar.
O dia da verdade
Nua e crua,
Sem vaselina para deslizar na alma.
Mas o dia continua
[Ainda sem que eu descubra seu sentido]
Com chás, cadeiras,
Pensamentos, realidades
E a verdade de esperar
Pelo dia de amanhã.
[ou depois, e depois, e depois...

(Bruno Campelo - 31/05/11)

terça-feira, 17 de maio de 2011

25/09/2008

Euforia perdida
No desenlaçar das horas
Dos dias
Do tempo.
Amor perdido
Pela ausencia ativa do ser.
Dúvida e medo
De mãos dadas
Na intenção de revelar,
Como bomba que explode,
A queda que chega e destrói.
Mói o peito que sente
Que deseja
Que busca
Que te quer.

(Bruno Campelo)

Auto biográfico

Às vezes a vida me parece regressa. Momentos se repetem, lembranças tomam a mente e a lágrima corre, mesmo que interna. Molha, inunda, preenche o buraco auto criado.
O vazio corrói. A ausencia corrói.
A dúvida corrói.
O medo destrói.
O fim é próximo mas não é fim.
[Caminho cego]
Um caminho escuro amedronta muitos. Precisa de uma descoberta.
Uma busca incessante. A completude como objetivo.
[Impossível]
Assim há uma aceitação. A necessidade de descobertas inacabáveis alimenta a esperança do pós-fim.
[Sequencia]

Luz
Compaixão
Paz
Deus
Amigos
Educação
Respeito
Amor
Bem
Família
União
Saudade

(Bruno Campelo - 19/08/2008)