quarta-feira, 25 de julho de 2012

De igual para igual

Eu espero carinho
Espero atenção
Espero respostas
Espero soluções
Espero companheirismo,
Amizade e compreensão.


Espero uma tranquilidade
Que me foge cotidianamente
Na minha insanidade mental.


Espero por uma igualdade...

Mas espero não ser obrigado a ser igual!!!
Espero fazer ser igual junto...




(Texto: Bruno Campelo - 25/07/2012 --- Letra e música: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Gosto do que gosto

Gosto.
E, quando gosto,
Sinto o gosto do seu gosto.

Gosto do que gosto
Porque o gosto do que gosto
É o gosto que sinto no seu gosto.

E o gosto de gostar
É o melhor dos gostos:
O seu gosto.

É...
Gosto que tanto gosto!




(Bruno Campelo - 06/06/12)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Passado eterno

Ele saiu de casa,
Caminhou por aquelas ruas,
Viu todas aquelas milhares de pessoas
E sentiu a presença de quem não devia.
Pensou em quem não devia.
Viu,
Mesmo que em outras pessoas,
Quem não devia ver.
Bebeu.

Ele voltou pra casa.
Bebeu.
Tentando esconder uma dor
Que nunca saiu de dentro dele.

Bebeu.
Dormiu.
Sonhou.

Mais uma vez ele encontrava
Com quem não devia.
Falava com quem não devia
E desejava quem não devia.

Ele amava.

Até hoje

Ele ama



(Bruno Campelo - 07/05/12)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

30/04/12

Vanus plutas venus te

Vanus plutas venus ta

Vanus plutas venus te

Venus te venus ta




(Bruno Campelo - 30/04/12)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Flores e espinhos

Quando o riso volta à boca,
É tempo de celebração
Ainda que não seja pública a razão,
não há mais uma voz rouca.

Quando se cruzam caminhos
Certo é que não é em vão
Ainda que somente um toque de mão
Transformam-se em flores os secos espinhos.

É naquela imensidão azul
Que mergulham sensações
Sentindo milhares de pulsações
Em meu corpo de norte a sul.

E continua a vida
Ouvindo o farfalhar de secas palhas de coqueiro
Fico aqui em meu celeiro
Em meu secreto ponto de partida.

(Bruno Campelo - 08/03/2012)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Castelos de Areia

E o desencontro nos trouxe ao encontro!

Engraçado...

Às vezes acho que já escrevi isso,

Outras vezes sinto que é a primeira vez.

Paro em meus pensa-sentimentos

E vejo que é outra vez,

Que só muda de casa,

De data,

De intensidade,

De duração.

Paro na minha realidade

E sei que tudo são castelos

Que construo por vontade própria.

Castelos de areia,

De estruturas falsas,

Frágeis,

Dependentes de uma realidade fictícia,

Minha, somente minha.

Egoísta realidade!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

21/12/2011

Às vezes,


o que nos resta sentir é saudade.


Outras,


a gente se proíbe!




(Bruno Campelo - 21/12/2011)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Humanoperolis

Aquela sala fechada,

Uma antena apontando ao céu,

A vizinha de bobs recolhendo, afoita, a roupa do varal

E, lá fora, a chuva cai.

Fina...

Fria...

Me enclausurando neste quarto

Ao som da boa música

À imagem da boa palavra

E à recordação do meu lugar,

Da minha concha

Que me alimenta

Fazendo-me pérola.

Mas não das melhores pérolas,

E sim das mais torpes,

Das mais vis,

Das mais humanizadas...

Humanoperolis...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Devaneio

E assim foi...

Dia após dia aquele incomodo passava.

Aquela angústia e aquela decepção.

Os dias foram se normalizando

- mesmo no inefável desejo de mudança -

E ali me acomodei.

Feliz.

Tranquilo

Em meu desespero cotidiano.

Mas lá, no meu cantinho interior,

Eu estava desvendando outros de mim

Sem alarmar nenhuma alteração.

O tempo foi justo comigo

Me oferecendo o meu tempo.

Mas veio, como uma onda gigante que engole a orla,

A mesma história de sempre.

O desejo do proibido que me segue, me atormenta,

Mas acompanhado de um detalhe que me acalanta.

Encontramo-nos, olhos nos olhos,

Eu

E um outro de mim.


(Bruno Campelo - 15/11/2011)