domingo, 9 de fevereiro de 2014

A imaginação do ator não tem limites.

Atores, apropriem-se de suas imaginações

e vivam essas realidades intensamente!



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Os dias... longos dias...

Mas serão muitos os dias

Em que o dia-a-dia nos fará

Cada dia mais próximos, juntos.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Querer e fazer

Tudo tem sido diferente.

Tenho acompanhado mais a política, mais as questões sociais. Tenho acompanhado a economia, os esportes, a educação. Valorizado mais cada manifestação popular que se mostra positiva ao interesse coletivo.
Tenho me indignado cada dia mais com tantas injustiças, manobras políticas escrotas, com a violência. Me indignado com a situação da saúde nesse país.
Olho para o que está para acontecer em nossa nação e fico revoltado com a realização de uma copa do mundo dos ricos e envolvidos.
Tenho refletido mais sobre o comportamento humano, ações e reações.
Tenho pensado muito no meu alimento enquanto ser humano. Não o alimento que mata a fome física. Penso naquilo que faz crescer a bondade dentro de mim e o equilíbrio em minha mente e espírito. O amor em todas as suas possibilidades.
Penso em fazer-me crescer, ser humano, do bem. Solidário, compreensivo, amoroso. Sabendo escutar e falando quando me pedem ou julgo necessário. Penso e busco um crescimento espiritual sempre.
Junto a tudo isso, vejo que penso mais pra frente. Vivo o presente e penso no futuro. Observo e avalio meu trabalho, minhas ações, meus objetivos. E me dou o respeito.
Penso muito , mas muito mesmo, no meu lado profissional. Todos devemos pensar!
Penso no amor. Vivo o amor e nele sou feliz. Amor por mim, amor pelo outro, amor de família, amor de amigo, amor por quem você escolhe para compartilhar uma vida. Penso, o dia inteiro!
Penso no que me faz infeliz hoje e no que me faz feliz.
Tenho pensado que, mesmo pensando no futuro, o que temos agora é muito efêmero e precisamos viver e nos fazer crescer!
Penso que tenho um mundo a conhecer e quero começar, estimulado ou não pelo amor!
São coisas que todos devemos pensar. Eu penso.
Mais que isso, tenho feito. Me organizo para alcançar todos os meus objetivos profissionais - e eles às vezes se confundem -, por maiores que sejam. Eles são possíveis e eu acredito.
Faço acontecer, numa disciplina que só agora tenho, uma viagem dos sonhos. Talvez seja uma grande loucura, mas eu tenho disciplina até na hora de assumir minha loucura.
Penso todos os momentos. Penso na hora de poder não pensar. Quando chega, eu penso.

Parei de pensar, escrevi e vou fazer!
Faça também!

domingo, 12 de janeiro de 2014

A dois

Queria este domingo ao seu lado
Sua cabeça sobre meu colo
Minhas mãos em seus cabelos e eu cuidando de você.

Queria este domingo ao seu lado
Um passeio pelo parque e pela cidade velha
Um café, um chopp, um vinho.

Queria este domingo ao seu lado
Um almoço, um filme e nossa cama
Nossos braços em abraços.

Queria este domingo ao seu lado
Como quero todos os domingos, de segunda a segunda
Segundo a segundo.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Hoje foi um dia de limpeza dos armários.
Roupas, objetos, papéis.
Eis o que encontro:



BLÁ BLÁ BLÁ (Luíza Santos e Letícia Cabido - ano 2000 ou 2001)


Quem é ele?
Será que é ele?
Sim, é ele!

Amiche da Itália
Vive entre palcos
e camarins
Nos testes de televisão
e nos testes da vida.

Não nos poupa a verdade
Mas sempre omite a
mentira.

Às vezes parece melhor amigo
outras já acho um inimigo

Quando me chama de abelha
Fico muito irritada.
Quando me chama de feijão
Me deixa toda arrepiada (de raiva tá!)
Sempre alegre e engraçado
Mas parece mesmo um palhaço!

Apesar de você não ser normal
Até que é um cara legal.

Por favor não leve o poema a mal!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Um tributo ao clichê - meu Pai, meu Herói

Mal virou a meia noite do dia de hoje e veio uma vontade forte de chorar. Comecei a pensar que vontade era essa. Eu não tinha olhado o relógio. Eu não tinha percebido o dia. Comecei a chorar. Muito.
Não demorou e percebi que eu tinha uma saudade muito mais forte que qualquer coisa, e entendi que em pouco tempo estarei na minha terra natal, ao lado da minha família.

Caiu a ficha!

Hoje tenho vinte e oito anos, sou graduado, trabalho, corro atrás dos meus objetivos, passo dificuldades, facilidades, felicidades. Sou comprometido com meu trabalho, com uma pessoa, construo minha história e sigo meu caminho.
Aí paro pra pensar mais. Muito mais. Penso na minha vida até agora. Mais especificamente no meu alicerce familiar. Os que me conhecem sabem das perdas que tive na vida, desde ainda muito criança (talvez antes de ser criança).

Hoje quero falar de uma única pessoa, a qual cito no título dessa postagem: meu pai. Ele É o meu herói.

Eu poderia abrir uma história de muitos anos e de quatro vidas inteiras. Mas não quero completamente. Eu só quero abrir publicamente que eu tenho um herói!

Eu perdi minha mãe quando tinha apenas dois anos. Obviamente, meus irmãos mais velhos também. Eu não tinha irmãos mais novos. O que aconteceu? Éramos três irmãos e um pai.

Não me lembro de nada desse acontecimento especificamente, mas lembro um pouco do que se seguiu:

Eu me lembro de um maravilhoso arroz salgado, empapado, impossível de se comer. Me lembro de um bife que voou longe na hora do almoço. Me recordo de uma viagem a Muriqui (RJ), a casa e algumas situações. Lembro também de São Francisco (RJ) e seus marimbondos. Lembro mais ainda de quando um tal Fernando demitiu meu pai. Funcionário público. Lembro de camisetas sendo pintadas e vendidas. Lembro das cadeiras de estrutura de alumínio e trançado de "nylon", diante de uma tv 11 (?) polegadas, com carapaça branca ou vermelha (que mais parecia laranja - será que sou daltônico?), e, ali, entre moldes, pincéis, roupas para lavar, passar e uma casa para arrumar, o mesmo Fernando caía diante da força popular. Lembro, ainda, dos semi irmãos, do irmão, do adeus ao irmão. Lembro do retorno ao posto dantes ocupado. Lembro muito bem do nosso combinado muito antes disso tudo: "Agora é só a gente. Precisamos NOS ajudar". Eu lembro! A gente sempre se ajudou, sempre esteve junto. Continuamos.

Pausa para hidratação ocular, por favor!

Juro que lembro de todo o trabalho que eu dei. E eu sobrevivi! Juro que lembro de todo trabalho que dei. Talvez ainda dê! (risos)

"Quando esta noite findará e o sol, então, rebrilhará?" Lembro disso também.

Lembro dos lados bons e, também, dos ruins. Mas os ruins são insignificantes diante da grandeza desse cara.

O tempo passou como flecha e os três filhos primeiros, crescidos, deram boas vindas a mais um primeiro. Aquilo pra mim era fantástico! E é. É magnífico ver, depois de crescido, meu pai ensinando meu irmão. Eu acompanho! É magnífico ver que você, pai, acompanhou seus primeiros saírem de casa e você continuar com lindos valores, assumindo deveres e, por mais que você tente esconder, vivendo sentimentos dignos de um homem: o riso, o choro, o amor, a raiva, o desespero, a insegurança e a certeza, o medo completamente destruído pela força que você tem, pela pessoa que você é e que ninguém, nunca, há de questionar, duvidar ou por em prova.

Hoje eu vivo num eixo que me priva de muitos momentos juntos. E, claro, nessa confusão profissional toda, há muita falha minha - e sempre terá - que me impede de estarmos próximos fisicamente todos os dias.

Enfim, expondo o mínimo que consegui, quero que esse texto, esse momento, todas essas lágrimas de orgulho, de amor, de saudade, sirvam para o único trecho que importa desse texto:

Eu te amo! Muito! Feliz aniversário!


Bruno Campelo França Pinto

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Solo nosotros

Pienso en ti,
Solo pienso en ti.
Se van las horas,
Se van los días,
Y pienso en ti!

A las veces me parece que estoy lejos
Pero basta un segundo,
Y nada más,
Quedamos juntos.

Es increíble que el mundo se presenta pequeño.
Si, para nosotros es pequeño.
Cerca. Uno del otro. Juntos.

Una playa, nuestros ojos, nuestros amigos
Y podemos llegar al otro lado del lago.
Solo un pensamiento y listos,
Juntos al medio del lago.

Una noche en Brasil
Otra en Francia
Una más en Francia
Y otra en Brasil.

Llamame en mi teléfono,
Una risa.
Llamote para reir más.
Juntos!

Lejos? No.
Juntos.
Dos corazones.

Yo sé que pronto quedaré a tu lado.
Tu lo sabes también.


Vale?
Je t'...

domingo, 27 de outubro de 2013

Das canções

Todo sentimento sofre uma metamorfose ambulante. É um arrastão, mas ainda lembro de um barulhinho bom. Enquanto tomo um único cálice de vinho, penso que ainda bem que pra você guardei o amor, o verdadeiro amor. Quando o canto é reza, bem leve, tenho tantas palavras, tanta saudade.
Ainda lembro quando vim de Minas. Eu tinha um coração leviano, mambembe. Eu andava descalço no parque, na estrada e, enquanto isso olhava ao meu redor e pensava: ando meio desligado. Preciso me encontrar.
Mil perdões. O tempo passou e o hoje chegou. Agora, basta um dia. Espero passar a noite severina e finalmente chega o alvorecer. Hoje chego na linha do mar, vejo o Morro Dois Irmãos e me parecem sonhos, fantasia. Enfim, tudo o que se quer.
Esse sou eu. Por que não eu?
Não sabia da minha disritmia sentimental. Se eu soubesse, vida, não iria titubear em dizer: beija eu!
Então, fico assim...
Olhando para um céu de Santo Amaro, vendo o caldo do mundo derramar pela nascente de todo sentimento.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Entre Trópicos



Um cavalete. Nele, a última tela. A palheta com os restos de tinta. A solidão. A casa vazia. Nenhum móvel mais. Do lado de fora a paisagem. Um pincel. Um único pincel. Arrisco os primeiros traços de cor azul. Minha cor predileta. Um som ecoa em minha cabeça. Um som doce, alegre, com timbres que me arrepiam. É como música que me encanta e me faz dançar pelo espaço vazio. A brisa que entra pela janela traz um cheiro que me remete muita alegria. Danço. Aquele momento é meu, somente meu. Danço. Outros traços ocupam o espaço vazio. Da tela. Minha dança cria um mosaico de cores em seus últimos tons. Um tom acima. Danço. Fecho os olhos no desenrolar dos passos. Lembro-me de uma tarde doce em Ipanema. Uma noite doce em Ipanema. Uma manhã doce em Ipanema. E outra. E outras. Em ritmo acelerado as cores se misturam e ocupam, formam, por si, um quebra-cabeça. Parte por parte, em ritmo acelerado, meu corpo dança como as folhas da copa frondosa do lado de fora. Inspiro. O cheiro ainda me inebria. Sinto-me cheio. A tela está cheia. Já não uso o pincel. As mãos tocam cores e formam sorrisos. Te vejo. A dança, que já era inteira, se faz plena.  Já não está longe. Já não falta. Dança de par. Dois. Mesmo que em restos de tinta ainda fresca, te recrio em cada canto de qualquer sombra, de qualquer não-solidão. Fecho a janela. Abro a porta e saio. Te levo comigo pra um outro lugar qualquer. Azul.